
RAI FBPC 2025

Aqui você vai ficar por dentro do resultado
dos investimentos do PB-I e de diversos outros detalhes sobre o seu desempenho em 2025.
Além disso, poderá ler uma análise do cenário econômico global e as perspectivas para 2026!
Plano de
BENEFÍCIOS I
CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS À
GESTÃO DOS
Investimentos
CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS À
gestão dos investimentos
O ano de 2025 foi positivo para os investimentos. Os ativos registraram trajetória consistente de um modo geral, performando além das projeções para o período, fruto de um ambiente econômico mais favorável do que se antevia, mas que também registrou momentos de forte tensão e volatilidade.
No front externo, teve início o segundo mandato de Donald Trump a frente da presidência dos Estados Unidos, que logo nos primeiros atos mostrou forte viés protecionista. Com uma estratégia comercial bastante agressiva, adotou diversas medidas de cunho tarifário sobre mercadorias importadas, com vistas a reforçar sua balança comercial, mesmo que o país seja altamente depende de importações para atender a demanda interna de bens e serviços. Como consequência, ainda que o saldo comercial tenha reagido positivamente, a rápida deterioração dos termos de troca de seus parceiros comerciais gerou intensas reações contrárias e um recrudescimento da volatilidade nos mercados, além efeitos deletérios sobre as expetativas de inflação e atividade econômica.
Ao longo do segundo semestre, entretanto, tais medidas acabaram revertidas ou aliviadas, ora fruto de negociações bilaterais, ora por decisões judiciais das cortes norte-americanas, ainda que seus efeitos tenham impactado em termos reais. O ciclo de redução das taxas de juros pelo FED, por exemplo, acabou postergado pela autoridade monetária, iniciando-se apenas no terceiro trimestre, e executado em menor magnitude do que se previa, na faixa entre 3,50% e 3,75%. O S&P 500, por sua vez, conviveu com intensa volatilidade, mas encerrou o ano em terreno positivo, com valorização acumulada de 16,39%, sustentado por resultados corporativos resilientes, especialmente, ligados aos setores de tecnologia e serviços.
No âmbito interno, o centro do debate macroeconômico seguiu voltado para as questões fiscais do país. Lançado em 2023 e atingindo seu pior momento em termos de credibilidade ao final de 2024, o arcabouço fiscal seguiu sendo o foco de questionamentos pelo mercado, principalmente quanto a sua efetividade em levar ao desejado equilíbrio fiscal. Mesmo com sucessivos recordes arrecadatórios, a relação dívida/PIB seguiu avançando, tanto pelo aumento das despesas obrigatórias, como reajustes do salário-mínimo e gastos obrigatórios com saúde e educação, quanto as pelas discricionárias, como emendas parlamentares e políticas e programas sociais públicos, situação que manteve o mercado em estado de alerta e descrença.
Pelo lado real, houve desaceleração da atividade econômica, sobretudo, na virada do primeiro para o segundo semestre do ano. Encerrando o período com crescimento do PIB da ordem de 2,3% no ano, o menor nível de crescimento desde a pandemia, foram destaques o bom desempenho da agropecuária, pelo aumento da produtividade, e a desaceleração do consumo das famílias, reflexo do cenário creditício mais apertado. Neste contexto, a inflação foi desacelerando ao longo do ano, com o IPCA, que vinha insistentemente acima do teto da meta (de 4,5%), acabou fechando em 4,26%, menor patamar desde 2018. Tal trajetória se deu em resposta à política monetária fortemente contracionista executada pela autoridade monetária, que elevou a Taxa Selic de 13,75% para 15,00% ainda no primeiro semestre do ano e a manteve neste nível até o final do exercício.
Neste cenário complexo, de volatilidade global, sobretudo, provocada pelos EUA, de credibilidade fiscal doméstica inspirando muitos cuidados, de atividade e inflação internas em trajetória cadente, refletindo uma política monetária bastante restritiva, os ativos acabaram registrando um desempenho positivo para além do esperado, contrariando boa parte das expectativas de mercado, com destaque para o mercado acionário.
Na renda fixa, o ambiente de juros elevados continuou favorecendo os ativos prefixados e pós-fixados ao longo do ano, em função da elevação do prêmio de risco embutido na curva, bem como de uma inflação implícita mais acentuada em função do cenário externo estressado e do desequilíbrio fiscal, já comentados. Neste aspecto, os títulos indexados à inflação apresentaram desempenho moderado, refletindo menor intensidade no fechamento das taxas reais. Ainda assim, os benchmarks apresentaram resultados positivos no acumulado do ano, com destaque para os vértices mais longos. O IMA-B variou 13,17%, o IMA-B 5 variou 11,65% e o IMAB-5+ variou 14,20%.


Assim, o segmento de renda fixa seguiu como principal responsável pelo desempenho, tanto pelo lado dos ativos atrelados a Taxa Selic, quanto pelo carrego dos títulos indexados à inflação. A estratégia de manutenção relevante em NTN-B continuou contribuindo positivamente, ainda que a marcação a mercado não tenha trazido o benefício esperado pelo tímido fechamento da curva de juros de médio e longo prazos.
No mercado acionário, o Ibovespa exibiu um ótimo desempenho do primeiro semestre, mas perdeu força em meados da segunda parte do ano, sustentado pelo fluxo investidor estrangeiro e fundamentos técnicos atraentes e relativamente sólidos. Desta forma, registrando uma excelente recuperação em relação ao fechamento do ano anterior, com valorização de 33,95%, atingindo os 161.125 pontos.
Os investimentos em multimercados apresentaram maior volatilidade no período, porém mantiveram contribuição positiva no contexto de diversificação. Já os investimentos no exterior sofreram um pouco mais, ainda que tenham fechado em terreno positivo, em função da valorização do real, que impacta parte relevante dos ativos em carteira deste segmento. O segmento de imóveis permaneceu estável e as operações com participantes continuaram apresentando desempenho condizente no geral, apesar do ambiente mais desafiador.
Nesse contexto, os investimentos da Fundação Banrisul mantiveram desempenho consistente ao longo do segundo semestre, permitindo o encerramento de 2025 com rentabilidade consolidada de 14,30%, superando todas as taxas mínimas atuariais e em linha com os índices de referências dos planos de benefícios.

A rentabilidade líquida do Plano de Benefícios I no ano foi de 14,39%, considerando o parâmetro de desempenho (taxa mínima atuarial) de 9,30%, no mesmo período. O segmento de renda fixa obteve retorno de 12,76%; o segmento de renda variável, de 39,83%; o segmento estruturado valorizou 11,41%; o segmento exterior apresentou retorno de 10,12%; o segmento imobiliário 10,01% e o segmento de operações com participantes correspondeu a 13,68%.
14,39%
Rentabilidade Plano
de Benefícios I
em 2025

CONSIDERAÇÕES SOBRE À
GESTÃO PREVIDENCIAL
Resultado da Avaliação Atuarial de 2025
Na Avaliação Atuarial de 2025 do PB I foi apurado déficit técnico acumulado de R$ 92.214.169,64.
O resultado técnico apresentado no exercício teve origem em diversos fatores que ocasionaram perdas financeiras e atuariais, tais como:
-
aumento de R$ 85,6 milhões dos exigíveis operacional e contingencial (este último atrelado às demandas judiciais), em comparação ao montante registrado contabilmente no encerramento de 2024;
-
variações não esperadas das provisões matemáticas relacionadas, sobretudo, à experiência da população (tais como permanência no plano de participantes/assistidos em níveis superiores ao esperado - longevidade, incorporação de benefícios judiciais e demais variações cadastrais), representando uma perda de R$ 312 mil;
-
variações diversas no patrimônio, representando uma perda de R$ 47,2 milhões; e,
Por outro lado, observa-se ganho financeiro decorrente da rentabilidade nominal líquida ter superado a meta atuarial estabelecida para o período, bem como o efeito positivo da variação do ajuste de precificação.
As premissas atuariais utilizadas na Avaliação Atuarial de 2025 foram atestadas por meio de Estudos Técnicos de Aderência de Hipóteses e de Convergência da Taxa de Juros elaborados pelas Consultoria Atuarial Mirador, e aprovados pelos Órgãos de Governança da Entidade.
As premissas alteradas em relação à Avaliação Atuarial de 2024 geraram uma perda de 0,03% no passivo atuarial (R$ 312,3 mil), sendo que as que mais afetaram o passivo foram:
-
Entrada em Invalidez e Rotatividade (alterado o período de observação para acrescentar o ano de 2024 na Experiência do Plano) – perda de R$ 4,7 mil;
-
Crescimento real de salários (alterada de 1,75% a.a. para 2,32% a.a.) – perda de R$ 53,4 mil; e
-
Experiência da População (reflexo da combinação de diversos fatores, em que se destacam o movimento natural de envelhecimento da população, bem como as perdas relacionadas às variações cadastrais) – perda de R$ 254,3 mil.
Um fator que impactou fortemente o crescimento do passivo atuarial foi o aumento dos exigíveis operacional e contingência, atrelado às demandas judiciais, que acarretou um incremento do passivo com consequente redução patromonial da ordem de R$ 85,6 milhões.
O total do passivo atuarial do PB I fechou, em 31-12-2025, em R$ 2.002.977.973,17, sendo R$ 1.979.755.293,97 Provisões Matemáticas de Benefícios Concedidos e R$ 23.222.679,20 Provisões Matemáticas de Benefícios a Conceder.
O Patrimônio de Cobertura (que representa a parcela do ativo que efetivamente está disponível para cobertura dos compromissos do plano com pagamento de benefícios) fechou 2025 em R$ 1.164.368.583,87 (contra R$ 1.234.407.747,85 em 31-12-2024).
Houve reversão parcial do Fundo de Sobrevalorização de Benefícios para o Patrimônio de Cobertura do Plano, no valor equivalente de R$ 221.252,34, em decorrência do incremento das Provisões Matemáticas causado pelo aumento real sobre os benefícios após a data da reavaliação atuarial anterior.
O Ajuste de Precificação positivo foi apurado em R$ 25.216.412,00 (correspondente à diferença entre o valor dos títulos públicos federais atrelados a índice de preços classificados na categoria “títulos mantidos até o vencimento”, calculado considerando a taxa de juros real anual utilizada na respectiva avaliação atuarial (5,20%), e o valor contábil desses títulos).
O Ajuste de Precificação positivo foi deduzido do resultado deficitário acumulado (R$ 92.214.169,64), apurando-se um Equilíbrio Técnico Ajustado (ETA) de R$ 66.997.757,64, o qual foi integralmente absorvido no Deficit Equacionado Unificado.
Após a absorção, o PB I apresentou um déficit técnico acumulado (resultado contábil) de R$ 25.216.412,00 em 31-12-2025. Considerando que esse valor corresponde, exatamente, ao Ajuste de Precificação, ao final do exercício o plano se encontra em situação de Déficit Técnico Acumulado Ajustado (ETA) nulo, como demonstra a Tabela abaixo:

Déficit
Equacionado
O Déficit Equacionado Unificado que, em 31-12-2024, era de R$ 1.228.987.021,85, após a absorção do déficit de R$ 66.997.757,64 fechou em R$ 1.295.984.779,49, sendo R$ 482.591.802,19 registrados em Operações Contratadas com Patrocinadores e R$ 813.392.977,30 em Provisões Matemáticas a Constituir.
Nos exercícios anteriores a 2025 foram incorporados ao Déficit Equacionado Unificado os seguintes valores de resultados:
2019: R$(121.108.517,71) (déficit)
2020: R$ (322.546.001,26) (déficit)
2021: R$ (130.630.660,76) (déficit)
2022: R$ (26.424.783,06) (déficit)
2023: R$ 185.964.971,65 (superávit)
2024: R$ (103.719.464,13) (déficit)
2025: R$ (66.997.757,64) (déficit)

Na segregação do Deficit Equacionado Unificado foram utilizados os mesmos critérios utilizados nos exercícios anteriores, ou seja, os montantes atribuíveis aos patrocinadores, de um lado, e aos participantes/assistidos, de outro, foram distribuídos entre as partes respeitando a proporção mínima estabelecida no TAC (37% para os patrocinadores e 63% para os participantes/assistidos), como segue:
Plano de
Custeio 2025

Considerando os resultados apurados na Avaliação Atuarial de 2025, para o exercício de 2026 são considerados três Planos de Custeio para o PB I, como segue:
O Plano de Custeio I contempla a absorção dos resultados até o encerramento de 2023 e tem por objetivo manter o plano de custeio atualmente aplicado até a conclusão do processo de aprovação do Plano de Custeio II, o qual se encontra em fase de implementação.
O Plano de Custeio II, contempla a absorção do resultado da Avaliação Atuarial 2024 e encontra-se em processo de implementação. Após a finalização dos trâmites, entrará em vigor de forma imediata, em substituição ao Plano de Custeio I, permanecendo aplicável até a conclusão do processo de aprovação do novo Plano de Custeio III, quando então será por este substituído.
O Plano de Custeio III contempla a absorção da perda de 2025 no Deficit Equacionado Unificado de modo que prevê um aumento no custeio extraordinário. O início de vigência está condicionado à aprovação do órgão responsável pela supervisão, coordenação e controle dos patrocinadores. Assim que aprovado, substituirá do Plano de Custeio II.
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[1] Valor estimado de contribuição anual na data do cálculo.
O prazo para pagamento do Déficit Equacionado está compatibilizado ao da liquidação dos compromissos abrangidos pelo passivo atuarial do plano e corresponde, em 31-12-2025, a 100 anos.
A contribuição para cobertura das despesas administrativas corresponde à taxa de carregamento de 15% sobre as contribuições normais vertidas ao plano.
As contribuições para cobertura de despesas administrativas são calculadas considerando a taxa de administração de 0,86% a.a. incidente sobre o montante dos recursos garantidores do plano e a taxa de carregamento de 15% sobre as contribuições normais vertidas ao plano.
PRINCIPAIS
Riscos Atuariais
Os riscos atuariais de um Plano BD, tal como o PB I, estão relacionados, principalmente, às premissas biométricas, demográficas, econômicas e financeiras utilizadas na Avaliação Atuarial.
Dentre esses riscos destacam-se o risco de longevidade, relacionado à elevação da expectativa de sobrevida dos participantes e assistidos, e o risco financeiro, pelo grau de incerteza quanto a taxa de juros de longo prazo.
Os riscos atuariais são permanentemente monitorados e tratados pela Fundação Banrisul por meio de estudos anuais que atestam a aderência das hipóteses às características da população do plano e a convergência da taxa de juros com a expectativa de retorno da carteira de investimentos.
Existem outros riscos que afetam o PB I, sendo o principal deles relacionado ao expressivo nível de judicialização contra o plano, refletido em demandas que visam à incorporação nos benefícios de parcelas adicionais, não previstas em regulamento e desprovidas, portanto, de prévio custeio.
Tais ações afetam diretamente o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do plano, não só pelo fato de não ocorrer a recomposição integral, no patrimônio, do valor referente a parcela de incremental que foi observada na Provisão Matemática, mas sobretudo devido à obrigação de provisionamento das condenações, acarretando a correspondente diminuição dos recursos disponíveis para pagamento de benefícios.
PASSIVO
Judicial

O passivo judicial continua a ser a principal causa geradora de desequilíbrios no PB I.
Esse passivo tem origem em ações judiciais que buscam o aumento do valor dos benefícios mediante a incorporação de parcelas sobre as quais não houve o prévio custeio, notadamente Auxílio Cesta Alimentação, ADI, Abonos, Fator Previdenciário, Horas extras e reflexos.
O Poder Judiciário, a partir de meados de 2011, passou gradativamente a julgar improcedentes as ações que objetivam o pagamento dessas parcelas.
No entanto, o estoque das ações judiciais com decisões favoráveis à incorporação das referidas parcelas, já transitadas em julgado, a maioria na fase de liquidação/execução de sentença, tem obrigado o plano a desembolsar elevadas somas, descapitalizando ainda mais o PB I e afetando, sobremaneira o seu equilíbrio financeiro e atuarial.
Considerando o período de fevereiro de 1995 até dezembro de 2025 os depósitos judiciais realizados com recursos do PB I atingem o valor nominal de R$ 1.052.956.223,66. Atualizando-se esse valor pela Meta Atuarial chega-se em 12/2025 ao expressivo montante de R$ 2.939.123.979,41.
Ocorreram saques de alvarás pelos autores das ações no valor nominal de R$ 883.485.077,22, que, atualizado pela meta atuarial, chega a R$ 2.717.786.851,99, em 12/2025.
Resumindo: ao longo da sua história o PB I foi descapitalizado em quase de R$ 3 bilhões apenas considerando-se os depósitos judiciais, os quais se referem às parcelas deferidas judicialmente ainda não incorporadas na folha de benefícios.
Uma vez que haja a incorporação na folha de benefícios o plano sofre novo impacto financeiro (decorrente da obrigação de pagar mensalmente parcelas para as quais não houve o prévio custeio), além de expressivo impacto atuarial, na medida em que, para efeito de precificação do passivo, essa obrigação deve ser projetada ao longo do tempo, o que faz aumentar sobremaneira os compromissos do plano sem que ocorra a correspondente recomposição do seu patrimônio.
Em suma: as ações judiciais acarretam a diminuição no patrimônio e o aumento das obrigações do PB I, sendo a principal causa dos recorrentes e graves déficits apresentados pelo plano ao longo da sua história.
Especificamente com relação ao exercício de 2025, o PB I foi afetado pelo seu passivo judicial da seguinte forma (entre outras, tais como o impacto atuarial):
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Exigível Contingencial (provisão para perdas com ações judiciais classificadas com risco de perda provável): R$ 592.705.059,20
-
Depósitos Judiciais realizados ao longo de 2025 (nominal): R$ 80.531.287,13
-
Levantamento de alvarás judiciais pelos autores das ações (nominal): R$ 79.044.549,53
-
Valor dos benefícios judiciais pagos em folha: R$ 42.263.461,35 (correspondente a 14,02% do total da folha paga em 2025, de R$ 218.265.374,40).
Em 2025 foram gastos em custas judiciais e honorários de advogados contratados pela FBPC para defesa nas ações judiciais do PB I, respectivamente, R$ 498.256,79 e R$ 847.559,98.

Projeto de
Reestruturação
Diante dos problemas estruturais antes relatados e das suas graves consequências para o plano, tais como baixa disponibilidade patrimonial, déficits recorrentes, necessidade de aumento expressivo das contribuições extraordinárias, risco de insolvência, entre outros, a Fundação Banrisul iniciou, no ano de 2024, estudos multidisciplinares objetivando identificar alternativas de reestruturação para o PB I.
Esses estudos foram aprofundados ao longo de 2025, com a contratação da Mirador, como consultoria atuarial, e o escritório Florencio Advogados, como consultoria jurídica, construindo-se, assim, uma comissão tripartite voltada à avaliação de alternativas técnicas que melhor se adequem às necessidades de solvência do plano.
Ao final de 2025, foram realizadas reuniões técnicas com a PREVIC das quais resultaram as seguintes propostas:
-
eliminação do benefício de pensão para concessões futuras, preservando o direito adquirido nos casos de falecimentos ocorridos antes da aprovação da correspondente alteração regulamentar;
-
eliminação do benefício de auxílio reclusão para concessões futuras, preservando o direito adquirido nos casos de reclusões ocorridos antes da aprovação da correspondente alteração regulamentar;
-
reconhecimento, por meio de alteração regulamentar, da parcela de contribuição definida (CD) no âmbito do próprio PB I, viabilizando uma forma de migração interna e imediata, pela qual assistidos e pensionistas não litigantes e que não percebam parcelas judiciais em vigor poderão optar pela mudança de modalidade de benefício;
-
incentivo à realização de ampla campanha de transação judicial, com vistas ao aumento do contingente de assistidos aptos ao processo de reestruturação, mediante a implementação de uma Nova Política para Acordos Judiciais;
-
realização de due dilligence do passivo contingencial, com o objetivo de verificar sua regularidade operacionalidade, aderência à realidade processual e a suficiência e adequação da estimativa das provisões judiciais;
-
após a implementação do processo de reestruturação, previsão de cisão da submassa CD, conjugada com processo de migração do grupo remanescente da submassa BD, transferindo-os para um novo plano CD.
As propostas já foram encaminhadas ao Conselho Deliberativo para posterior submissão aos patrocinadores e participantes/assistidos, ressaltando-se que haverá ampla divulgação e debate com todas as partes interessadas.
O Plano de Benefícios I encerrou o exercício 2025 com
2.878 participantes
Adiante você confere outros detalhes sobre a Distribuição de Participantes por categorias, despesas com a Folha de Benefícios Previdenciários e Receitas Previdenciárias do Plano.
DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES
Ativos e Assistidos

Observação: estão incluídos os participantes autopatrocinados.
Confira nos gráficos a seguir a composição de cada grupo:

*Benefício Proporcional Diferido
BPD - AGUARDANDO BENEFÍCIO*

Observação: Estão incluídos os participantes em gozo
de auxílio doença e instituidores de pensão.
PARTICIPANTES ASSISTIDOS
PARTICIPANTES ATIVOS
Subtotal
17
Subtotal
21
Subtotal
2840
Confira no gráfico a seguir:
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BPC: Benefício de Prestação Continuada
BPU: Benefício de Prestação Única
DESPESAS COM A FOLHA DE
Benefícios Previdenciários
Subtotal
219.347.241,78
RECEITAS
Previdenciárias
Confira nos gráficos a seguir a distribuição dos tipos de contribuição:
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ATIVOS
ASSISTIDOS
AUTOPATROCINADOS
PATROCINADORES




